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Situaçao
Aragão é um pequeno país europeu que ocupa um
pouco mais de 47.000 km2 no quadrante nordeste
da Península Ibérica. A sua população supera
ligeiramente o milhão de habitantes e está
dividido administrativamente em 33 comarcas das
que 17 formam parte total ou parcialmente do
distrito de Saragoça.
Aragão define-se pela pluralidade, tanto no seu
meio natural (em Aragão passa-se dos verdes e
espectaculares Pirinéus com cumes que superam os
3.000 metros às estepes sub-desérticas do Vale
do Ebro a uns poucos metros sobre o nível do mar
ou às leves serras do Sistema Ibérico no Oeste e
Sul do país) como em meio humano (em tão pequeno
país convive uma cultura urbana e cosmopolita
com uma cultura rural e popular e coexistem
pacificamente três línguas).
A pluralidade de Aragão repete-se nas comarcas
que compõem o distrito de Saragoça, situadas no
Oeste e centro do país, estendendo-se desde a
parte mais ocidental dos Pirinéus aragonês até à
parte ocidental das Serras Ibéricas sendo
atravessada de Oeste a Leste pelo Vale do Ebro,
em cujo centro se situa a cidade de Saragoça.
Comunicações
Saragoça é a capital de Aragão e é uma cidade
média da rede urbana europeia com a que está bem
conectada e desde a que o turista pode deslocar-se
facilmente a qualquer ponto de Aragão. Da mesma
maneira, e dada esta circunstância, as comarcas
que conformam o distrito de Saragoça têm uma boa
acessibilidade.
A cidade de Saragoça conta com um aeroporto,
recentemente ampliado, situado a 9 kms. do
centro da cidade que a conecta com várias
cidades espanholas e europeias.
Relativamente às comunicações ferroviárias, e
devido à situação geográfica de Saragoça, a
cidade tem-se conformado ao longo da história
até à actualidade como um enlace fundamental na
rede ferroviária peninsular.
No que diz respeito às comunicações por estrada,
encontramo-nos com uma cidade que é um ponto
forte da rede contando com uma auto-estrada a
Bilbau e Barcelona pelo Vale do Ebro, que
atravessa o distrito; com a Via Rápida de Aragão,
que a une a Madrid pelas Serras Ibéricas e com a
futura via rápida (na actualidade executada
nalguns troços) Somport-Sagunto que a unirá a
Valência também pelas Serranías Ibéricas e à
rede francesa pelos Pirinéus Aragoneses, tudo
isso facilita os deslocamentos, quer por meios
privados quer públicos, demanda que é atendida
por infinidade de linhas de camionetas que ligam
a cidade com a prática totalidade das cidades
peninsulares e com as mais importantes cidades
dos diferentes países europeus ou do Norte da
África.
Sendo as redes de comunicação como as veias para
um território, podemos afirmar que Saragoça
constitui um órgão vital e um ponto de atracção
de primeira ordem, a acrescentar às comunicações
aéreas, ferroviárias e estradas a comunicação
por cabo e uma amplia oferta de meios de
comunicação (várias televisões locais e uma de
âmbito aragonês, correspondentes dos mais
importantes jornais, rádios e canais de
televisão de Espanha, um moderno Centro de
Imprensa) completam a oferta da cidade no que
diz respeito à comunicação.
Alojamentos
A oferta de alojamentos neste território baseia-se
na qualidade e a diversidade. Qualidade
cristalizada em alto profissionalismo e na
grande experiência própria de um país que
constitui um cruzamento de caminhos e lugar de
encontro; diversidade pela sua amplia variedade
de estabelecimentos que vão dos estabelecimentos
que têm atrás de si uma longa história e
oferecem aos seus visitantes o sabor e o encanto
dos estabelecimentos do passado, mas com a infra-estrutura
e serviços mais avançados, até estabelecimentos
que põem à disposição dos seus clientes a
tecnologia mais avançada num marco que insere as
últimas tendências arquitectónicas; das cinco
estrelas às pousadas de juventude, das estações
balneárias às habitações de turismo rural. Uma
oferta que se completa com a concorrência,
baseada numa relação qualidade-preço excelente.
Gastronomia
A oferta de restaurantes e a gastronomia é um
dos pontos fortes de Aragão, apoiada numa longa
tradição culinária hoje mimada com o critério da
qualidade sustentada nos produtos que
tradicionalmente tem oferecido a montanha e o
vale em Aragão (produtos derivados da
agricultura, como os extraordinários vinhos
aragoneses -as Regiões Demarcadas de Cariñena,
Campo de Borja, Somontano e Calatayud-, o azeite
virgem extra ou o pêssego de Calanda, por citar
alguns exemplos; produtos derivados da criação
de gado, como o presunto da região demarcada de
Teruel ou a específica do ternasco de Aragão,
tudo isso acompanhado por uma extraordinária
confeitaria autóctone). Junto aos produtos
próprios, a proximidade do mar Cantábrico e do
Mediterrâneo propiciaram que os produtos
associados ao mar se tenham inserido com êxito
na cultura culinária tradicional aragonesa, rica
e ecléctica como corresponde a um país aberto
como Aragão.
A base da cozinha tradicional aragonesa é
constituída, como em todos os povos europeus,
pelo pão nas suas diversas formas (adornado como
em Codos, com gomos como em Tosos ou Albarracín),
alimento base de alguns pratos típicos locais (migalhas
à turolense, sopa “roya”, a “bodela” do vale de
Tena ou a escaldada de Huesca).
Ao mesmo nível estão as frutas e verduras,
elogiadas desde antigamente como testemunham
documentos medievais que citam as cebolas de
Fuentes, os alhos de Arándiga, a couve-flor de
Tarazona, os cardos de Muel, as alcachofras de
Albalate del Arzobispo, os nabos de Mainar, as
borrajas do Somontano del Moncayo, os pimentos
de Montañana, os tomates das hortas do Gállego,
os espargos da Ribera Alta del Ebro, a uva das
zonas vinícolas e o olival do Bajo Aragón.
Verdura quase exclusiva de Aragão é a borraja,
de origem medicinal (o seu nome científico é
“borrago officinalis”) e à que o nosso tempo
atribui valor medicinal na prevenção do cancro;
na base das verduras da cozinha aragonesa estão
também os bisaltos, o cardo, as favas com vagem,
os galhos e a abóbora.
Entre as frutas cabem citar as das veigas dos
nossos rios (Jalón, Jiloca, Gállego, Cinca e
Ebro, fundamentalmente): pêssegos no Bajo
Aragón, ameixas na Ribera Baja do Ebro e
Sariñena, peras e maçãs em La Almunia de Doña
Godina, cerejas de El Frasno, alperces em El
Burgo de Ebro, figos, pêssegos e maçãs de Fraga,
às que se tem que acrescentar as próprias da
montanha (morango, chordón, rovellones, arañones
e trufas, além das “peretas” de San Juan).
Relativamente às leguminosas são básicas nalguns
pratos tradicionais como o “recao” de Binéfar,
os boliches de Embún e o feijão de Luco de
Jiloca.
As carnes também constituem um dos pontos fortes
da gastronomia tradicional aragonesa,
fundamentalmente o cordeiro, com grande riqueza
de receitas e pratos em que o componente
essencial (ternasco assado em todo Aragão,
jarretes ou “garronets” em Ribagorza e
“morteruelo” em Teruel).
Relativamente ao peixe, supõe mais um
ingrediente dentro da gastronomia tradicional
aragonesa, não só a fauna fluvial autóctone (trutas,
caranguejos) mas também a marinha que chega
desde antigamente a Aragão, como mostram os
receituários da antiga corte aragonesa que
contam com uma inacreditável lista de fauna
marinha.
Mas a oferta de restauração não se limita a
oferecer um variado menu de pratos tradicionais
mas também desfruta de uma amplíssima oferta
capaz de atender qualquer exigência, dos “fast-foods”,
até à alta cozinha de inspiração francesa,
passando por marisqueiras, vegetarianos,
pizzarias, cozinha de qualquer lugar da
Península Ibérica, de países europeus ou
ibero-americanos ou locais que oferecem a
cozinha dos lugares mais exóticos. Todos eles
compõem uma amplia harmonia de sabores reflexo
do cosmopolitismo de uma cidade que presume e
desfruta de ter uma oferta de restaurantes
altamente profissional e competitiva.
Esta cozinha de qualidade vê-se complementada
pela mini-cozinha, as “tapas”, autênticos
caprichos gastronómicos, um mundo de cores e
sabores que nas nossas cidades, vilas e aldeias
se distinguem pela qualidade e a variedade (do
mais simples às criações de alta cozinha), que
ajudam a que o facto de “tapear” continue a ser
considerada na nossa cidade como uma actividade
social mais
Cultura e ócio
As possibilidades culturais e de ócio são
múltiplas: temporadas de teatro (do clássico ao
experimental; das obras massivamente aplaudidas
pelos amantes da arte de Talía a obras mais
minoritárias); programações musicais contando
com uma amplia programação musical de altíssima
qualidade sendo atendidas praticamente todas as
manifestações musicais (da ópera ao jazz
passando pelo pop, o folk ou o rock), a
actividade musical é complementada por outras
actividades como o ballet ou a dança.
Mas a oferta cultural não acaba por aí, visto
que o nosso país tem uma extraordinária afeição
à sétima arte (em Saragoça foi utilizada por vez
primeira o “cinematógrafo” na Península, e
Aragão foi berço de pioneiros cineastas como
Segundo de Chomón e lugar de nascimento de
génios universais como Luis Buñuel). A afeição
ao cinema desenvolve-se tanto nas salas
comerciais existentes como nas programações de
distintas entidades.
As nossas comarcas oferecem, ainda, mostras de
fotografia, inúmeros museus, temáticos ou gerais;
exposições, permanentes ou temporais, congressos,
conferências, cursos, etc.
Como actividades mais lúdicas não convém
esquecer a animação da noite das nossas cidades,
as festas tradicionais, rurais ou urbanas, ou a
tradição do “tapeo” ao mesmo tempo que se
“callejea” pelos nossas aldeias, vilas e cidades.
Dentro da cada vez maior atenção aos aspectos
ambientais, deve-se ter em conta que também
neste aspecto as nossas comarcas têm uma
atractiva oferta devido às suas condições
geográficas e à grande variedade de paisagens,
microclimas e realidades que o turista curioso
pode encontrar no nosso território. |